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Quadrilha
faz arrastão no Morumbi
Jornal
O Estado de S. Paulo
26/07/2007
Uma quadrilha armada com pistolas
e metralhadoras rendeu e assaltou três famílias
em um pequeno condomínio fechado no Morumbi,
com 20 casas protegidas por muros, portões
de ferro e guarita. "Parece que passou um
furacão por aqui em casa", disse
uma das vítimas, um médico. A ação
foi parecida com a ocorrida no dia 13 de Junho em
um condomínio vizinho, com a diferença
que desta vez os criminosos agiram com bastante violência.
Todas as casas do condomínio tem um alarme
silencioso que avisa uma central de segurança
sobre qualquer incidente, como o assalto de anteontem.
"Graças a Deus ninguém acionou
o alarme, estava todo mundo rendido, seria uma tragédia",
avaliou.
Segundo o especialista em segurança
Jorge Lordello, que há dois anos coleta dados
de assaltos a condomínios em São Paulo,
o arrastão de ontem se enquadra no padrão
tabulado em suas pesquisas - assalto entre 18h30 e
23 horas (54% do total) e invasão iniciada
pela entrada de veículos (41%). Para ele, só
com ações preventivas é possível
inibir um arrastão com elevado número
de bandidos ostentando pesado arsenal. "A
lógica do marginal é a do menor risco
e ele faz um levantamento e calcula esse risco. Com
um bom sistema de segurança - que precisa da
colaboração dos condôminos - o
bandido se sente inibido e vai procurar outro local
ou crime", disse. O presidente da Sociedade
dos Moradores do Morumbi, Carlos Magno Gibrail, defende
o uso do aparato tecnológico: "Nossa
posição é essa, que as pessoas
assumam mais a responsabilidade pela sua segurança
e invistam em tecnologia".
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