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15%
das babás têm ficha criminal
Diário Regional
Camila Galvez
Abril/2008
"Pesquisa
revela ainda que 28% delas mentem sobre referências.
Família deve exigir até visitar residência
da contratada"
Pesquisa realizada por uma
empresa responsável pela contratação
de babás revelou que 28% delas mentiram sobre
as referências e 15% tinham antecedentes criminais.
Entre as mulheres fichadas, a maioria era acusada
de agressão em geral, não à crianças
especificamente.
As informações
falsas foram descobertas no serviço de checagem
da Rede Kanguruh, agência de empregos especializada
na contratação deste tipo de profissional.
As candidatas forneceram referências pessoais
forjadas, inventaram antigos empregos e indicaram
o telefone de parentes como se fossem de antigos patrões.
O especialista em segurança
Jorge Lordello destaca que os pais devem ficar atentos
no momento da contratação. “Uma
prática comum é aceitar indicações
por amizade, não por competência. É
preciso lembrar que babá é uma profissão
como outra qualquer, que também requer certas
competências e aperfeiçoamento, pois
ela irá cuidar do bem mais precioso que os
pais têm”, avisa.
Lordello explica que é necessário fazer
um processo de seleção, e não
apenas contratar a profissional porque ela pareceu
simpática na entrevista. Os pais podem procurar
uma agência de emprego especializada, que faça
a verificação dos antecedentes, ou fazer
por conta própria. Para isso, o primeiro passo
é exigir a apresentação de todos
os documentos, inclusive antecedentes criminais, e
o currículo com os dados pessoais e contato
das três últimas empresas nas quais ela
trabalhou. É necessário checar todos
os dados e conversar com os antigos empregadores para,
só depois, fazer uma entrevista pessoal com
a babá.
A diretora nacional da
Rede Kanguruh, Roberta Rizzo, alerta ainda que os
pais não devem aceitar como atestado de antecedentes
criminais o nada consta federal, documento expedido
pela Justiça Federal para pessoas que não
cometeram crimes contra a União. “O correto
é exigir o nada consta criminal, ou verificar
tribunal por tribunal em todos os Estados brasileiros,
já que cada um registra separadamente as fichas.
O trabalho vale a pena, pois estamos falando da vida
de uma criança”, destaca.
Roberta encaminhou à
Câmara Federal uma proposta de projeto de lei
que regulamenta a profissão de babás,
hoje inserida na categoria de domésticas, e
defende a criação de um cadastro único
das profissionais.
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» Pais devem ficar atentos
ao comportamento da criança
Mesmo depois de contratar uma babá,
é importante observar o comportamento
dos filhos diariamente. O especialista
em segurança Jorge Lordello explica
que uma criança maltratada ou abusada
sexualmente apresenta algumas características
que podem ser facilmente percebidas por
um olhar atento. Além de machucados,
lesões ou arroxeados não
comunicados pela babá, mudanças
no comportamento, tais como: não
comer, dormir mal ou chorar de maneira
diferente também podem ser indícios
de que algo vai errado.
Alguns pais optam por utilizar câmeras,
que são ligadas a internet e permitem
acompanhar as imagens em qualquer computador.
O especialista é a favor do uso
da câmera, mas avisa que os pais
não devem esperar uma comprovação
do abuso por meio das imagens para despedir
o profissional. “Uma agressão
sofrida na infância pode ter reflexos
durante toda a vida. Portanto, o ideal
é seguir a intuição.
Se a mãe acha que alguma coisa
está errada com a profissional
que trabalha em sua própria casa,
deve demiti-la imediatamente”, diz.
Ao desconfiar da conduta da profissional,
os pais devem fazer um boletim de ocorrência
na delegacia mais próxima e alertar
a agência sobre o problema, caso
tenham contratado a babá por este
meio.
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