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Segurança
Patrimonial - Como manter seu lar seguro a baixo custo
Revista Ciclo
Outubro de 2007
Com o aumento da proteção
eletrônica e física por empresas e bancos,
os bandidos têm voltado suas atenções
para a invasão de casas e prédios. Hoje,
invadir um empreendimento comercial com toda infra-estrutura
de segurança baseada em circuitos fechados
de TV e alarmes se tornou quase impossível.
Com isso, criminosos perceberam o quanto casas e prédios
poderiam ser boas oportunidades para praticar seus
assaltos, justamente devido ao acesso facilitado.
Mas então, como proteger seu lar? É
possível aliar segurança eletrônica
a baixo custo? É. Confira como garantir a segurança
de sua família e do seu patrimônio sem
ter que gastar muito dinheiro.
» Segurança e controle
Manter a segurança no lar não é
tão caro como as pessoas pensam. Na realidade,
tudo começa com uma postura preventiva, o que
não requer absolutamente nenhum custo. Depois
dessa etapa, entra a proteção física
ou eletrônica, que dependendo das necessidades
de cada um pode sair por um preço bem em conta.
Mas o especialista em segurança patrimonial,
Jorge Lordello, alerta que esses equipamentos só
funcionam se interagirem com o comportamento das pessoas.
"Um exemplo: Existem pessoas que têm o
carro blindado e abrem o vidro para fumar. Isso não
adianta nada. O carro blindado só funciona
na medida em que você usa esse equipamento de
maneira correta. A mesma coisa em casa. Há
pessoas que ficam sempre com portas e janelas abertas.
Numa situação dessa, pode acontecer
a invasão. O marginal vai perceber a facilidade
para entrar na casa", sublinha Lordello.
» Postura preventiva
No quesito das atitudes individuais, entra a problemática
da rotina, que é uma grande arma para os bandidos.
Eles passam a seguir a pessoa, tomando nota de todos
os seus horários e hábitos. Nesse caso,
deve-se procurar quebrar a rotina, fazendo caminhos
diferentes. "Se a pessoa morar em uma rua de
mão dupla, é interessante que ela vá
pelo sentido contrário ao normal e dê
a volta", alerta Jorge.
Outro grande problema está
na hora de abrir o portão ao se chegar em casa.
O ideal é ter um portão eletrônico.
Mas independente disso, o mais importante é
fazer uma ligação para quem está
na residência, para que essa pessoa visualize
a rua e notifique, em seguida, se há alguém
suspeito. Lordello chama essa atitude de focalização
no risco. "Para que isso ocorra é interessante
tirar a vegetação ou grandes lixeiras
da entrada da residência e ter uma boa iluminação
noturna", diz o especialista.
» Proteção eletrônica
Essas atitudes visam evitar que o
marginal entre na casa com o morador. Mas com o aumento
da criminalidade, contar apenas com essa mudança
de postura não garante a segurança.
É preciso apelar para dispositivos eletrônicos.
Para quem mora em casa ou apartamento,
é interessante ter o que se chama de proteção
de muros, que pode ser a cerca elétrica ou
a sensorial. A primeira é composta por um eletrificador,
cuja função é conter o acesso
de intrusos à área protegida, devendo
ficar sobre muros ou grades do imóvel. O choque
elétrico não é fatal, mas repele
aqueles que tocam na fiação. O custo
aproximado do metro da cerca é de R$12,00 a
R$16,00, variando de acordo com a quantidade de hastes
utilizadas no muro. Mas deve-se ficar atento para
a sua legalização, pois alguns municípios
não permitem seu uso. A segunda, também
chamada de sensor infravermelho passivo, emite feixes
de luz em muros retilíneos. Se alguém
tentar ultrapassá-los, o alarme é acionado.
O preço do sensor varia de R$ 15 a R$ 30,00.
Outra opção é
instalar sensores em portas e janelas, que ligados
a um sistema de alarmes, identificam a abertura deles.
Há também os sensores de presença,
em que uma luz é acesa com a presença
de alguém. O custo do sensor é de R$
19 a R$ 40,00. "Mesmo sem a proteção
de muros, a pessoa coloca um sensor de presença
na entrada e no quintal, que já causa um efeito
inibidor", destaca Lordello.
Outra opção é
comprar uma central de alarmes, que pode ficar ligada
a uma cerca elétrica, a sensores de presença
ou a abertura de portas ou janelas. Então quando
a pessoa ultrapassa alguns desses limites, o alarme
é acionado. O preço não é
dos mais baratos, mas pode-se encontrar modelos de
R$ 65,00 até R$ 300,00.
Existe no mercado um alarme residencial
sem fio. Ou seja, contém uma central de alarme
ligada a sensores de presença que já
vem com um dispositivo para colar, sem a necessidade
de parafusar a parede. Esse sistema conta com um discador,
que pode estar ligado a um celular, avisando sobre
uma eventual invasão. Custa R$ 250,00 e a própria
pessoa instala. O interessante é que permite
tanto a segurança presencial quanto a remota.
Além desses recursos eletrônicos,
há também o circuito fechado de televisão
- CFTV, que conta com um sistema de câmeras
onde é possível monitorar uma casa por
imagens remotamente. É um dispositivo mais
sofisticado, portanto mais caro. Para dispor desse
serviço, deve-se comprar as câmeras,
um sistema de exibição de imagens, um
monitor, que normalmente é um computador, e
um software que gerencia tudo. Isso gira em torno
de R$ 5.000,00.
O que é mais acessível
é o sistema de câmeras que não
grava as imagens, e portanto, não permite a
visualização remota. Quem optar por
esse recurso, só consegue ver sua casa quando
está nela. Funciona mais como um inibidor.
O preço fica em média quatro mil reais
mais barato que o convencional. Mas para residências,
o ideal mesmo são os alarmes. "Só
as atitudes não garantem
a segurança, porque se você está
dormindo uma pessoa pode pular muro e arrombar a porta",
salienta Lordello.
» Condomínios seguros
Condomínios residenciais têm
sido alvos de arrastões, uma nova modalidade
que tem causado preocupação. Para garantir
a segurança, Jorge Lordello afirma que um prédio
deve ter sistema de câmeras, proteção
de muro e guarita. Além disso, ele salienta
a importância de a entrada de pedestre e do
veículos ter dois portões, criando algo
semelhante a uma gaiola. Apesar de não muito
difundido, funciona bem para impedir a entrada de
supostos invasores. "Por exemplo, aparece uma
pessoa para fazer uma entrega fajuta. O porteiro abre
o primeiro portão e o indivíduo já
está dentro do prédio. Com o segundo
portão, gera uma segurança maior, porque
o invasor fica preso nessa gaiola", diz o especialista.
Apesar de serem muitos os dispositivos
de segurança usados em prédios, o investimento
é único. A partir do momento em que
a cerca e o sistema de TV são instalados, só
se gasta com manutenção. Sem contar
que é feito um rateio entre os moradores sobre
o valor total. Jorge lembra que, infelizmente, ainda
há muitas pessoas que não querem entrar
nessa conta e dá um recado a elas: "É
um absurdo as pessoas não pensarem em segurança.
É uma incoerência a pessoa colocar um
seguro para o carro, mas não para a sua casa."
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