| Conheça
as 'armadilhas' mais comuns em boates de SP
Globo.com - www.globo.com
02/12/2007
Furtos em casas noturnas
caras e badaladas e em shows, como o da cantora Ivete
Sangalo no Credicard Hall, em São Paulo, mostram
que nem mesmo em um ambiente fechado, com segurança,
o paulistano pode “baixar a guarda”. Delegados
e especialistas em segurança ouvidos pelo G1
apontam quais as “armadilhas” mais comuns
na noite paulistana e dão dicas de como evitar
inconvenientes na hora da diversão.
“As pessoas têm de ficar
atentas mesmo quando estão se divertindo. A
diversão envolve precaução”,
diz Carlos Mancusi, presidente da empresa que faz
a segurança do Royal Club, no Centro da capital,
onde no dia 24 deste mês foram detidos cinco
jovens suspeitos de furtar pelo menos seis clientes.
» 'Mão leve'
O furto foi apontado como o crime
mais comum na balada. O ambiente escuro, com música
alta, e aglomerações facilitam a ação
de “gatunos”. A orientação
é simples, mas às vezes difícil
de ser seguida depois de algumas cervejas: ter atenção.
“O jovem deve ser cauteloso.
Não carregar muitos documentos, nem excesso
de cartões de crédito. Tem de evitar
sair com uma carteira grossa. Se não for usar
o telefone celular, melhor deixar na chapelaria”,
sugere Jorge Lordello, delegado licenciado de São
Paulo.
É comum que os criminosos
sejam “parecidos” com os freqüentadores
para facilitar a aproximação. Eles têm
boa aparência e se vestem bem. Delegados ouvidos
pelo G1 dizem que quem furta costuma estar acompanhado
de, pelo menos, outra pessoa, o que também
“disfarça” a ação.
O especialista em segurança
pública Jorge Lordello alerta que as vítimas
de furto não devem deixar de chamar os policiais
e fazer um boletim de ocorrência. “Se
você não fizer a ocorrência, a
polícia não fica sabendo e não
toma providências.”
Outra orientação é
ter cuidado com a ingestão involuntária
de drogas ou remédios. “Nunca beba drinks
de pessoas que você não conhece. Hoje
em dia, há malícia em quase todas as
situações”, diz Mancuzi, do Grupo
Titanium, especializado em segurança privada.
Jorge Lordello conta já ter
ouvido de jovens uma prática para evitar essa
situação. “Eles seguram a bebida
tapando a boca do copo ou da garrafa. Não dá
para deixar a bebida sozinha sobre a mesa.”

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