| Como
se proteger de assaltos
Revista Amanhã
Abril/2003 - Edição
187
Se a situação
chegou ao ponto de tornar qualquer pessoa um alvo,
como a população pode se proteger? Uma
coisa é certa: andar com uma arma na cintura
é a pior idéia. Pesquisas da polícia
mostram que as pessoas que andam armadas têm
56% mais chances de serem feridas ou mortas. Segundo
os especialistas, alguns cuidados simples podem fazem
uma diferença enorme. “O cuidado mais
básico continua sendo não ostentar riqueza”,
lembra Jorge Lordello, delegado licenciado, consultor
de segurança e autor do livro Como Conviver
com a Violência. Uma dica de Lordello é
andar com automóvel nacional. “Dirigir
um carro importado de luxo é como usar um Rolex
de ouro no Centro de São Paulo”, avisa.
Outra boa sugestão é dirigir sempre
com os vidros fechados e as portas trancadas. Além
disso, não se deve ficar parado durante muito
tempo na entrada de casa ou da empresa. O momento
preferido pelos raptores é enquanto a pessoa
aguarda o portão eletrônico abrir. “Essa
é a hora em que a vítima se torna mais
vulnerável”, explica Farhat, do paranaense
grupo Tigre.
Outra iniciativa eficaz é
investir em aparatos de segurança – dos
simples alarmes a novíssimos equipamentos como
identificador eletrônico com localizador GPS,
implantado na pele. A procura por mecanismos de defesa
faz surgir um mercado cada vez mais lucrativo. De
acordo com a Federação Nacional das
Empresas de Segurança e Transporte de Valores
(Fenavist), operam no país quase 2 mil que
se dedicam ao negócio da proteção
física e patrimonial. Além disso, o
Ministério do Trabalho contabilizava, em 2001,
a existência de 540.992 vigilantes em atividade
no Brasil. Ou seja, mais do que a soma de policiais
civis e militares, que totalizavam 475 mil homens
à época. Além dos guardas, esse
exército privado conta com inúmeros
serviços. Na gaúcha STV Segurança
Empresarial, por exemplo, o destaque são os
alarmes monitorados – sensores instalados em
pontos estratégicos da residência ou
da empresa que enviam informações constantes
para a STV. Caso haja qualquer sinal de risco, a central
de operações envia uma viatura ao local.
Segundo Daniela Uequed, responsável pelo setor
de marketing, a demanda pelo serviço vem crescendo
exponen-cialmente. “Acredito que a procura seja
tão grande devido aos baixos custos, que variam
de R$ 85 a R$ 750 mensais”, diz Daniela.
Uma alternativa barata que está
fazendo sucesso é o insulfilm, uma camada de
poliéster que escurece o vidro do carro. Não
que o produto seja à prova de balas. É
que os bandidos evitam abordar veículos quando
não conseguem enxergar quem está dentro,
diz Jorge Lordello.
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