| Assaltos
na capital mostram como não agir em situações
de risco
Globo.com
Patrícia Taufer - 18/09/2007
Uma escrevente foi morta
a tiros depois de arrancar com o carro. Em outros
dois assaltos as reações das vítimas
não são recomendadas por especialistas
em segurança.
Um flagrante feito por
um cinegrafista amador mostra uma reação
a tentativa de assalto na rua Augusta. A ação
foi rápida. O motorista saiu correndo logo
depois que a mulher saiu do carro, apesar do risco
de levar um tiro pelas costas. O assaltante seguiu
a vítima, mas desistiu.
Assim que o semáforo fechou um dos bandidos
bateu com o revólver no vidro. A reação
do marido foi pedir que a esposa descesse do carro.
O medo dele era que os criminosos saíssem e
levassem a esposa junto no veículo.
Na Vila Matilde, uma reação
a um assalto terminou em tragédia. Edna Lucy
Toyama estava no carro conversando com um amigo quando
os bandidos anunciaram o assalto. Ela se assustou
e acelerou. Edna levou um tiro e morreu antes de chegar
ao hospital. “Acho que ela ficou apavorada na
hora e tentou correr, foi onde fizeram o disparo”,
disse a vizinha Luciene de Sousa.
O saque de R$ 2,5 mil chamou
a atenção de um assaltante. Jeová
de Farias foi seguido até o estacionamento,
foi ameaçado e entregou o dinheiro. Ao perceber
que o ladrão fugia a pé, foi atrás
de carro. Ele alcançou o bandido e os dois
começaram uma briga. O ladrão acertou
o comerciante no peito, na mão e no joelho,
mas acabou preso por policiais que passavam pelo local.
“Pedia para ele não fazer nada disso,
que ele poderia entregar o carro ou que estivesse
com ele”, contou a esposa da vítima,
Solange Paz.
O especialista Jorge Lordello
estuda a violência na capital durante dez anos.
Segundo ele, 80% das pessoas que reagem a assaltos
acabam baleadas. Fugir do local, fazer movimentos
bruscos e manter o carro engatado no farol também
pode ser perigoso. “No caso de um assalto é
natural que a pessoa tire o pé da embreagem
sem querer e o carro dá o tranco e o marginal
acaba fazendo o disparo. A intenção
do marginal é roubar e não matar. Ocorre
que algumas vítimas praticando o que eu chamo
de atitudes inseguras fazem com que o marginal imagine
que você está reagindo e aí sim
ele vai e faz o disparo”, explica o especialista.
E policiais da delegacia
de Santo André prenderam hoje dois suspeitos
de matar uma corretora de imóveis. O crime
foi no fim de semana. Aparecida Gebara foi assassinada
dentro do carro ao ser abordada por dois homens armados.
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