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Segurança
Patrimonial - Como manter seu lar seguro a baixo custo
Revista
Ciclo
Jornalista: Isabella Caetano
Com o aumento da proteção
eletrônica e física por empresas e bancos,
os bandidos têm voltado suas atenções
para a invasão de casa e prédios. Hoje,
entrar em um empreendimento comercial com toda infra-estrutura
de segurança baseada em circuitos fechados
de TV e alarmes se tornou quase impossível.
Com isso, criminosos perceberam o quanto casas e prédios
poderiam ser boas oportunidades para praticar seus
assaltos, justamente devido ao fácil acesso.
Mas então, como proteger seu lar? É
possível aliar segurança eletrônica
a baixo custo? Por mais estranho que possa parecer,
é possível sim cuidar da sua casa sem
ter que gastar muito dinheiro. Confira abaixo como.
» Segurança
e controle
Manter a segurança
no lar não é tão caro como as
pessoas pensam. Na realidade, tudo começa com
uma postura preventiva, o que não requer absolutamente
nenhum custo. Depois dessa etapa, entra a proteção
física ou eletrônica, que dependendo
das necessidades de cada um pode sair por um preço
bem em conta. Mas o especialista em segurança
patrimonial, Jorge Lordello, alerta que esses equipamentos
só funcionam se interagirem com o comportamento
das pessoas. “Um exemplo: Existem pessoas que
têm o carro blindado e abrem o vidro para fumar.
Isso não adianta nada. O carro blindado só
funciona na medida em que você usa esse equipamento
de maneira correta. A mesma coisa em casa. Há
pessoas que ficam sempre com portas e janelas abertas.
Numa situação dessa pode acontecer a
invasão. O marginal vai perceber a facilidade
para entrar na casa”, sublinha Lordello.
» Postura
preventiva
No quesito das atitudes
individuais, entra a problemática da rotina,
que é uma grande arma dos bandidos. Eles passam
a seguir a pessoa, tomando nota de todos os seus horários
e hábitos. Nesse caso, deve-se procurar quebrar
a rotina, fazendo caminhos diferentes. “Se a
pessoa morar em uma rua de mão dupla, é
interessante que ela vá pelo sentido contrário
ao normal e dê a volta”, alerta Jorge.
Outro grande problema está
na hora de abrir o portão ao se chegar em casa.
O ideal é ter um portão eletrônico.
Mas independente disso, o mais importante é
fazer uma ligação para quem está
na residência, para que essa pessoa visualize
a rua e notifique, em seguida, se há alguém
suspeito. Lordello chama essa atitude de focalização
no risco. “Para que isso ocorra é interessante
tirar a vegetação ou grandes lixeiras
da entrada da residência e ter uma boa iluminação
noturna”, diz o especialista.
» Proteção
eletrônica
Essas atitudes visam evitar
que o marginal entre em casa com a pessoa. Mas com
o aumento da criminalidade, contar apenas com essa
mudança de postura não garante muito
a segurança. É preciso apelar para dispositivos
de segurança eletrônicos.
Para quem mora em casa ou
apartamento é interessante ter o que se chama
de proteção de muros, que pode ser a
cerca elétrica ou a sensorial. A primeira é
composta por um eletrificador, cuja função
é conter o acesso de intrusos à área
protegida, devendo ficar sobre muros ou grades do
imóvel. O choque elétrico não
é fatal, mas repele aqueles que tocam na fiação.
O custo aproximado do metro da cerca é de R$
12,00 a R$ 16,00, variando de acordo com a quantidade
de hastes utilizadas no muro. Mas deve-se ficar atento
para a sua legalização, pois alguns
municípios não permitem seu uso. A segunda,
também chamada de sensor infravermelho passivo,
emite feixes de luz em muros retilíneos. Se
alguém tentar ultrapassá-los, o alarme
é acionado. O preço varia de R$ 15 a
R$ 30,00.
Outra opção
é instalar sensores em portas e janelas, que
ligados a um sistema de alarmes, identificam a abertura
deles. Há também os sensores de presença,
em que uma luz é acesa com a presença
de alguém. O custo é de R$ 19 a R$ 40,00.
“Mesmo sem a proteção de muros,
a pessoa coloca um sensor de presença na entrada
e no quintal, que já causa um efeito inibidor”,
destaca Lordello.
Outra opção
é comprar uma central de alarmes, que pode
ficar ligada a uma cerca elétrica, a sensores
de presença ou e abertura de portas ou janelas.
Então quando a pessoa ultrapassa alguns desses
limites, o alarme é acionado. O preço
não é dos mais baratos, mas pode-se
encontrar modelos de R$ 65,00 até R$ 300,00.
A empresa Vetti criou um
alarme residencial sem fio. Ou seja, contém
uma central de alarme ligada a sensores de presença
que já vem com um dispositivo para colar, sem
a necessidade de parafusar a parede. Esse sistema
conta com um discador, que pode estar ligado a um
celular, avisando sobre uma eventual invasão.
Custa R$ 250,00 e a própria pessoa instala.
O interessante é que permite tanto a segurança
presencial quanto a remota. Maiores informações
podem ser obtidas no site www.vetti.com.br.
Além desses recursos
eletrônicos, há também o circuito
fechado de televisão – CFTV, que conta
com um sistema de câmeras onde é possível
monitorar uma casa por imagens remotamente. É
um dispositivo mais sofisticado, portanto mais caro.
Para dispôr desse serviço, deve-se comprar
as câmeras, um sistema de exibição
de imagens, um monitor, que normalmente é um
computador, e um software que gerencia tudo. Isso
gira em torno de R$ 5.000,00.
O que é mais acessível
é o sistema de câmeras que não
grava as imagens, e portanto, não permite a
visualização remota. Quem optar por
esse recurso, só consegue ver sua casa quando
está nela. Funciona mais como um inibidor.
O preço fica em média quatro mil reais
mais barato que o convencional. Mas para residências,
o ideal mesmo são os alarmes. “Só
as atitudes não garantem a segurança,
porque se você está dormindo uma pessoa
pode pular muro e arrombar a porta”, salienta
Lordello.
» Condomínios
seguros
Condomínios residenciais
têm sido alvos de arrastões, uma nova
modalidade quem tem causado preocupação.
Para garantir a segurança, Jorge Lordello afirma
que um prédio deve ter sistema de câmeras,
proteção de muro e guarita. Além
disso, ele salienta a importância da entrada
de pedestre e veículos ter dois portões,
criando algo semelhante a uma gaiola. Apesar de não
muito difundido, funciona bem para impedir a entrada
de supostos invasores. “Por exemplo, aparece
uma pessoa para fazer uma entrega fajuta. O porteiro
abre o primeiro portão e o cara já está
dentro do prédio. Com o segundo portão,
gera uma segurança maior, porque o invasor
fica preso nessa gaiola”, diz o especialista.
Apesar de serem muitos os
dispositivos de segurança usados em prédios,
o investimento é único. A partir do
momento em que a cerca e o sistema de TV são
instalados, só se gasta com manutenção.
Sem contar que é feito um rateio entre os moradores
sobre o valor total. Jorge lembra que, infelizmente,
ainda há muitas pessoas que não querem
entrar nessa conta e dá um recado para elas:
“É um absurdo as pessoas não pensarem
em segurança. É uma incoerência
a pessoa colocar um seguro para o carro, mas não
colocar para ela, para casa dela.”
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